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ALEGRIA QUE BROTA NO MEIO DO DESERTO

No coração da Quaresma, a Igreja faz uma pausa em seu rigor penitencial para nos banhar com a luz da esperança.

Por PASCOM . dia em LITURGIA DAS CORES

ALEGRIA QUE BROTA NO MEIO DO DESERTO
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A ALEGRIA É O RESPIRADOURO DA ALMA
Liturgia das Cores chega com sua primeira publicação do mês destacando as celebrações dos dias 14 (vigília) e 15 de março com a reflexão de que a quaresma não é um luto sem fim, mas um caminho de cura.

No IV Domingo da Quaresma, o "Domingo Laetare", a Igreja dá um "chega pra lá" na rigidez e nos convida a sorrir. O roxo penitencial ganha a claridade do branco pascal e essa mistura resulta no Rosa que abservaremos nas celebrações deste fim de semana. É o anúncio visual de que a escuridão do pecado está sendo vencida pela luz da Ressurreição. É o paramento que grita: a Páscoa está logo ali! Na Paróquia São Paulo Apóstolo, esse tom suave nos lembra que a misericórdia de Deus é o nosso descanso no meio da subida. 

FLORES E MÚSICA NO PRESBITÉRIO
A sobriedade quaresmal dá lugar a sinais visíveis de regozijo. A Santa Mãe Igreja permite que o altar seja ornado com flores e que os instrumentos musicais soem com mais vivacidade. Embora ainda não cantemos o "Glória" nem o "Aleluia" — pois a vitória total só se dará no Sábado Santo — o ambiente já exala o perfume da festa que se aproxima. O véu que cobre o cálice também pode assumir o tom rosáceo, unificando o simbolismo do sacrifício com a alegria do perdão. 

É a pedagogia da Igreja: para aguentar o peso da Cruz que vem na Semana Santa, precisamos provar um pouco do mel da Ressurreição hoje.

DO CEGO DE NASCENÇA AO ROSA DA ALEGRIA
A liturgia deste dia é um choque de realidade espiritual. Enquanto o profeta Samuel aprende que "o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração" (1Sm 16,1-13), o Evangelho de João nos apresenta a cura do cego de nascença (Jo 9,1-41).

Jesus usa o barro e a água para abrir os olhos de quem vivia nas trevas. O Rosa da liturgia é justamente esse colírio: ele nos tira da cegueira do pecado para enxergarmos a luz de Cristo. Como diz o Salmo 22: "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará". Se Ele é o pastor, por que caminhar carrancudo?

A TRADIÇÃO DA ROSA DE OURO
Você sabia que esse dia já foi chamado de "Domingo das Rosas"? O Papa abençoava a Rosa de Ouro, um símbolo de alegria levado em procissão. Leão XIII, em 1888, enviou esse sinal de afeto à Princesa Isabel. Hoje, como herdeiros dessa tradição e sob o pontificado de Leão XIV, entendemos que a rosa não é apenas um enfeite, mas o anúncio de que onde havia o espinho da dor, Deus faz brotar a vida. O Brasil foi honrado novamente com Rosas de Ouro em Aparecida, enviadas por Paulo VI e Bento XVI.

O QUE VOCÊ VAI FAZER COM ESSA LUZ
Não adianta o padre usar rosa se o seu coração continua "cinza". A liturgia nos pede: "Desperta, tu que dormes" (Ef 5,8-14). Neste domingo, saia mais generoso, menos rabugento e mais disposto a iluminar a vida de alguém. O Cego de Nascença enxergou; e você, vai continuar tateando no escuro da má vontade?

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