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AMOR ÁGAPE, É O AMOR TOTAL

Artigo semanal do Arcebispo de Maringá, Dom Frei Severino Clasen, OFM

Por PASCOM . dia em Mensagem do Arcebispo

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Publicado no Jornal O Maringá, 18.05.2025

Neste tempo pascal, no Ano Jubilar do nascimento de Jesus Cristo, a liturgia nos situa no discurso de despedida de Jesus. Na mensagem sobre a despedida está a temática do amor. Sua glorificação é a entrega total para a salvação de toda a humanidade. Acreditar no Cristo Ressuscitado, que está definitivamente no meio de nós, é um ato de fé sustentada na oração, no encontro da comunidade orante, na reflexão sobre o mistério da vida, paixão, morte e ressurreição de Cristo.

Os primeiros cristãos revelam uma fé crescente, entusiasta, entrega total. Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus” (At 14,22). Através do encontro salutar, as pessoas se fortalecem nas boas relações e crescem no estímulo para as boas obras, educam para a prática da verdade e da justiça, descobrem que o verdadeiro relacionamento desperta o amor fecundo entre as pessoas. Amar de verdade se prova pela superação das dificuldades e dos desafios provocados pela incompreensão e desajustes nas relações fraternas, seja na família, no trabalho, na sociedade, em todo o lugar.

O Seu amor por nós é a manifestação do novo céu e da nova terra (Ap 21,1-5), quando o Filho do Homem vence o suplício da Cruz e revela a criação renovada com Sua ressurreição. Na ceia de despedida, esse amor é testemunhado até se consumar no alto da Cruz. “Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido” (v. 2). Configura-se agora o amor esponsal de Cristo para com a Igreja. O amor é completo, é eterno. É o amor ágape, que é a entrega imensurável do esposo, Jesus, que ama a Sua esposa, a Igreja.

Com a traição de Judas e a Sua partida bem próxima, Jesus explica que a Sua morte na Cruz será a manifestação da glória: Sua e do Pai. Aqui o termo “glória” pode ser entendido como “esplendor”. A glória de Jesus manifestava-se no amor que se doa até o extremo. A glória do Pai e de Jesus manifesta-se na vida doada, no amor-doação radical. A entrega de Jesus na Cruz revela como Deus age: com amor radical, que se faz dom até as últimas consequências (cf. comunitário dominical).

Após a ressurreição, quando o Espírito Santo veio sobre os apóstolos, eles entenderam que o Amor de Jesus se manifestou na hora da despedida. Amor que abraça a comunidade reunida em Seu amor. Foi na ceia, na despedida, antes de sofrer tamanha dor e descer na região dos mortos, capaz de ressuscitar dos mortos porque o amor absoluto não permite permanecer na escuridão da morte, tem vida e vida para todo sempre, no Reino do Pai.

A ressurreição de Cristo revela o amor eterno de Deus por todos nós, nos convoca a acreditar Nele, a viver Nele, a seguir os Seus ensinamentos e a prática da caridade, que é a revelação do amor que temos pelos semelhantes. É isso que Jesus nos manda fazer, amar o próximo como a si mesmo. “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros.

Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13,34).
Que o Ano Jubilar do nascimento de Jesus Cristo nos faça crescer na fé no Cristo Ressuscitado e testemunhemos a nossa fé através do amor que rege a humanidade. Assim, nos tornamos discípulos de Jesus se amarmos uns aos outros e acolhermos os diferentes, porque somos todos filhos e filhas de Deus.

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