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CELAM APOIA MANIFESTO PELO FIM DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

Primeira Conferência Internacional para a Transição para Além dos Combustíveis Fósseis reuniu líderes religiosos na Colômbia

Por PASCOM . dia em CELAM

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Em Santa Marta, no norte da Colômbia, foi realizado de 24 a 29 de abril, a Primeira Conferência Internacional para a Transição para Além dos Combustíveis Fósseis, uma ampla coligação ecuménica e inter-religiosa do Sul Global apresentou uma carta de apoio ao Tratado sobre a Não Proliferação de Combustíveis Fósseis, reforçando o apelo internacional para pôr fim à expansão destas fontes e avançar rumo a uma transição justa.

A declaração reúne redes e organizações cristãs, espirituais e de outras religiões que, de uma perspectiva ética e profética, convidam “todos os crentes, pessoas espirituais e pessoas de boa vontade” a se unirem a esta iniciativa internacional. O convite também foi acolhido pelo Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM), cujo vice-presidente, José Domingo Ulloa Mendieta, assinou o manifesto em seu nome. O documento ressalta a urgência de se agir diante de uma crise climática que, observa, tem implicações que vão além da esfera ambiental.

A este respeito, alertam que o planeta se aproxima de "limites críticos que ameaçam a estabilidade dos ecossistemas, das economias e dos sistemas de governação", afetando particularmente os setores mais vulneráveis. Atribuem também a crise à queima intensiva de combustíveis fósseis, a principal fonte de emissões globais de dióxido de carbono na última década.

Uma crise abrangente que exige transformação.
A declaração incorpora reflexões de diversas redes religiosas, como o Movimento Laudato Si', que enfatiza a interdependência entre a crise climática, a pobreza e a injustiça. Nessa perspectiva, afirma que “a expansão contínua do carvão, do petróleo e do gás ameaça a dignidade humana, a paz mundial e o futuro da nossa casa comum”.

O texto de convergência também destaca que a crise climática transcende o ambiental, constituindo “uma profunda crise espiritual, ética e existencial ”, exigindo, portanto, mais do que soluções técnicas: uma profunda transformação cultural. Essa visão propõe repensar nossa relação com a Terra com base no cuidado, na responsabilidade e no respeito pelas gerações futuras.

A Rede de Fé pela Justiça Climática enfatiza que a transição deve ser baseada na participação das comunidades diretamente afetadas. "Não há justiça climática sem justiça social", alertam, destacando o papel fundamental dos povos indígenas, afrodescendentes e pequenos agricultores.

Apelo à ação e compromissos concretos
O texto também incorpora as vozes dos povos indígenas, que afirmam que “uma Transição Justa deve ser construída conosco, ou não será justa ”, e exigem respeito pela autodeterminação, consentimento prévio e informado e a proteção de seus territórios. Essa abordagem territorial é apresentada como essencial para a legitimidade de qualquer acordo global.

Por outro lado, a aliança inter-religiosa internacional alerta que a conferência não pode continuar sendo “apenas mais um fórum que aceita atrasos ou ambições diluídas ” e insiste na necessidade de medidas concretas. “Não precisamos de mais diagnósticos. Precisamos de ação”, enfatiza o apelo, refletindo o senso de urgência que permeia todo o documento.

Entre os principais compromissos promovidos pela coligação estão a cessação imediata da exploração de novos combustíveis fósseis, o progresso na eliminação gradual da sua produção, o acesso universal às energias renováveis ​​e uma reforma do sistema financeiro global que facilite a transição nos países do Sul.

Nesse sentido, o apoio ao Tratado é visto como um passo fundamental rumo a um sistema energético justo e sustentável. As organizações signatárias reafirmaram seu compromisso com a ação e a defesa de direitos no âmbito da Década Ecumênica (2025-2035), buscando uma mudança de mentalidade que garanta a vida nesses territórios.

Todos os indivíduos, comunidades e organizações estão convidados a aderir a esta iniciativa, assinando a carta de apoio ao Tratado sobre a Não Proliferação de Combustíveis Fósseis através do seguinte link, como um gesto concreto de compromisso com a justiça climática e o cuidado com a vida nos territórios.

Fonte: CELAM

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