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DOM SEVERINO REFLETE SOBRE OS DOENTES

Dia Mundial do Enfermo é o tema do artigo semanal que também está publicado na Revista Maringá Missão

Por PASCOM . dia em CNBB

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Artigo semanal do Arcebispo de Maringá, Dom Frei Severino Clasen, OFM

Publicado no Jornal O Maringá, 11.02.2024

Dia Mundial do Enfermo

É sabido que em toda a história da humanidade há doenças, pessoas enfermas. Na história do povo de Deus há uma evolução na cura da enfermidade. No livro do Levítico, a doença deixava a pessoa impura. Ela era excluída da comunidade. O sacerdote tinha a autoridade de aplicar as sanções que excluíam o doente da convivência familiar e comunitária. Naturalmente, a medicina não gozava dos privilégios do conhecimento como nos dias atuais.

No livro do Levítico (Lv 13,1-2.44-46), o enfermo era considerado uma pessoa impura, era excluída da comunidade. No segundo Livro dos Reis 5,9-14, Eliseu dá ordens para Naamã banhar-se no Jordão. Ele obedeceu e viu a cura acontecer. “Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado” (2Rs 5,14). A norma suprema, regada de humildade, simplicidade e obediência é o caminho mais sólido e eficaz para a cura. É preciso observar as orientações médicas, é necessário confiar na intervenção divina que a cura acontece. Temos tantos exemplos de pessoas que seguiram as orientações médicas e acompanhadas de orações, voltaram com saúde ao convívio da família e da sociedade. Conhecemos muitos casos de curas pela fé e obediência ao tratamento em nossas famílias.

Em Jesus Cristo, chegamos à purificação das tradições. Jesus vem curar as cegueiras humanas e devolver a liberdade, a dignidade às pessoas. A superação da cultura do puro e impuro é introduzida por Jesus Cristo no Evangelho, que veio salvar todas as pessoas que desejam a salvação. Aceitar o tratamento, buscar a cura, deixar-se cuidar, ser grato a Deus pelo dom da medicina e da eficácia da oração, fortalece os vínculos com o bem viver, concedendo saúde e vida digna.

As pessoas, vítimas da tradição do puro e impuro, ignoraram a figura do sacerdote que decretava a enfermidade e foram logo ao encontro de Jesus. Os doentes não tinham nada a perder, estavam condenados, em Jesus viam a possibilidade da cura. Jesus considera a fé pura e simples de quem se aproxima e pede a cura: “Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: ‘Eu quero: fica curado!’ No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado” (Mc 1,41-42). Neste episódio, o homem descumpre a lei do puro e impuro, vai direto a Jesus tomado pela fé e esperança. Jesus encaminha, manda-o embora curado; e ele louva a Deus pela graça alcançada.

Neste Dia Mundial do Enfermo, louvemos a Deus pelos profissionais da saúde que são os nossos anjos da guarda: cuidam de nós, oferecem os meios para recuperar a saúde, e nos devolvem sadios ao seio da comunidade.

A gratidão é agraciada pela fé e confiança em Deus porque somos criaturas frágeis. Submetemo-nos à mão poderosa de Deus que dá sabedoria e inteligência às pessoas para ajudar a curar todas as enfermidades do corpo e da alma.

Atualmente, são muitas as enfermidades que excluem as pessoas no seio da convivência social. A mão poderosa de Deus, através do Evangelho, nos aproxima de Jesus Cristo, que veio curar os doentes, expulsar os demônios e proclamar a graça de Deus.

O enfermo é carente, pede proximidade, atenção, afeto, ternura. São atitudes que Cristo nos ensina no Evangelho.

Sejamos gratos a Deus pela saúde e por tantas vidas que se dedicam ao cuidado das pessoas, que têm compaixão dos que sofrem e dizem, pela medicina e pela fé: “eu quero te curar”.

Que o Senhor abençoe e cure todos os enfermos de nossas comunidades.

Fonte: Arquidiocese de Maringá

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