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JUBILEU, SAGRADA FAMÍLIA

Artigo semanal do Arcebispo de Maringá, Dom Frei Severino Clasen, OFM

Por PASCOM . dia em CNBB

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Publicado no Jornal O Maringá, 29.12.2024
Jubileu, Sagrada Família
O Papa Francisco convoca os católicos no mundo inteiro para hoje, dar início solene das comemorações do Ano Santo, Ano Jubilar. Exatamente no Domingo da Festa da Sagrada Família, Jesus, Maria e José.
Durante o Tempo do Advento, que antecedeu a Festa do Natal, nos preparamos com catequeses sobre a oração para a grande Festa Jubilar. Fizemos uma bonita caminhada rumo ao Senhor que veio nos salvar, portanto, somos “Peregrinos de Esperança”. Os primeiros vinte e cinco anos do segundo milênio da era cristã, queremos impulsionar a nossa fé e fomentar o compromisso no seguimento de Jesus. Ele é a razão da nossa fé, força que nos move na vida, enche-nos de esperança. Enquanto caminhamos, vamos descobrindo, ao longo do caminhar, o verdadeiro sentido da vida.
Uma família cheia de amor, de humanismo fraterno e espiritualidade libertadora, se reúne para celebrar o jubileu de vida matrimonial dos pais. Toda a família se reúne, faz a festa da vida. Assim também a grande família cristã, se reúne para celebrar o Jubileu do nascimento de Jesus.
O Menino Jesus, recém-nascido, é muito pequenino, se mexe na manjedoura, é a expressão mais evidente de fragilidade, de vida. Precisa do apoio dos pais. Precisa amamentar, é o que sabe fazer e pedir. A família, formada pela mãe, pai e filho, se unem e se encantam com a nova vida, fruto do verdadeiro amor. Sob a proteção divina, a família se santifica e se deixa conduzir pelo afago de Deus e segue neste mundo trilhando a história da salvação. O alimento mais completo para uma família ser santa é viver intensamente o amor, viver em paz. “Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos” (Cl 3,15).
Ao convocar os cristãos para o Jubileu do nascimento de Jesus, o Papa Francisco nos chama para aprofundar a mística cristã na família e na comunidade eclesial. Vivenciando profundamente o mistério da Encarnação do Verbo Divino, nos tornamos fermento da alegria na sociedade, o mundo se torna querido por Deus e os sinais do Reino dos Céus são mais perceptíveis entre nós.
É possível crescer na fé quando nos submetemos a Deus como Pai que cuida de nós como filhos amados e queridos. Jesus, na sua adolescência já manifestou o rosto bondoso do Pai ao se colocar diante de Deus, reconhecendo-o Pai. O Evangelho de São Lucas nos mostra a consciência de Jesus que Deus é Pai. “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai” (Lc 2,49).
As primeiras Palavras de Jesus pronunciadas no Evangelho de Lucas referem-se à Sua paternidade divina, ao afirmar que Deus é meu Pai. Pela ocupação nas coisas do Pai, Jesus declara independência da família natural e aponta para o destino que vai dar à própria vida. As pessoas não compreendem, nem mesmo os pais. Maria guarda tudo em seu coração e, após a ressurreição, Sua missão será plenamente compreendida (cf. comentários litúrgicos do Domingo da Sagrada Família, 2024).
Olhando o exemplo da Sagrada Família, caminhamos com nossa família doméstica, cheio de fé e esperança rumo ao Reino definitivo. Assim, o Ano Jubilar nos mobiliza como peregrinos de esperança.
Que o Ano Santo nos coloque a caminho e aprofundemos nossa fé, seguindo Jesus mais de perto e colocando em prática tudo o que Ele nos ensinou. A exemplo da Sagrada Família, cuidemos da vida que nasce, demos total sustento e amparo para que as crianças cresçam em sabedoria e graça diante de Deus.
Feliz Ano Jubilar!

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