O MARTÍRIO DO SILÊNCIO E DO SERVIÇO
A brutalidade contra a Irmã Nádia Gavanski ecoa como um clamor por justiça e paz em nossas comunidades orantes.
Por PASCOM . dia em CNBB-Sul 2
O Paraná e o Brasil sentiram o peso de uma notícia que nos faz dobrar os joelhos, não apenas em prece, mas em profunda consternação. A morte bárbara da Irmã Nádia Gavanski, ocorrida no pátio do convento onde ela dedicou 55 anos de sua vida ao serviço silencioso, é uma ferida aberta no coração da Igreja. Como nos relvela a nota da CNBB Sul 2, assinada por Dom Geremias Steinmetz e nossos bispos, a dor é imensa, mas a esperança na ressurreição deve ser a nossa luz.
Irmã Nádia foi surpreendida enquanto alimentava as galinhas do convento — um gesto simples de quem cuidava da criação de Deus com humildade. O agressor, movido por um impulso de crueldade alimentado pelo consumo de drogas, não respeitou o sagrado, a idade ou a vida. Ela, que dedicou décadas à intercessão pelos outros, tornou-se vítima de uma violência que grita aos céus.
Uma Vida Doada à Imaculada
Religiosa da Congregação das Servas de Maria Imaculada (Rito Ucraniano), Irmã Nádia encarnava a mansidão mariana. O crime ocorrido em Ivaí não é apenas um fato policial; é um alerta sobre a vulnerabilidade da vida e o avanço de uma cultura que ignora o valor da pessoa humana.
"Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá" (João 11,25). Esta promessa do Mestre é o que sustenta agora suas coirmãs e a comunidade de Ivaí e Prudentópolis. Que o testemunho da Irmã Nádia, interrompido de forma tão violenta, floresça em nós como um compromisso renovado com a paz.
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