QUEM FICA COM O PATRIMÔNIO?
Deus é o gerador da novidade e o ser humano, obediente à inspiração criadora equilibra os avanços históricos em todo tempo.
Por PASCOM . dia em CNBB
Quem fica com o patrimônio?
A região noroeste do Paraná, solidifica uma cultura jovem, construiu patrimônio privilegiado nas mais diversas áreas. Temos grandes empresas, agricultura moderna, hospitais, universidades, religiosidade fervescente, estrutura social que busca sua autoafirmação.
Qual é a subsistência dessa realidade? Como está se planejando, construindo um futuro sustentável, contínuo, forte, determinado?
Para onde as novas gerações caminham, mediante o patrimônio, cultura, moral e religioso que os avós e os pais construíram? Quem manterá o patrimônio?
É verdade que as mudanças nos tempos atuais são frenéticas, exageradas. Os comportamentos humanos, sensibilidade familiar e religiosa, nem sempre conseguem acompanhar e perdemos o vínculo. Sabemos como estamos vivendo, não sabemos e nem podemos projetar como será o futuro. Diz a expressão popular, “o futuro a Deus pertence”. Como nos sedimentamos na escuta de Deus que nos chama e nos concede a capacidade intelectual para aprimorar a vida, cuidar dos passos a serem dados, o patrimônio que os nossos antepassados construíram?
Olhando para os rostos de nossos avós, percebemos neles os traços do sacrifício, da honestidade, da fé inabalável e do cuidado vigoroso da manutenção da própria família.
A aliança que o Senhor Deus deu ao gênero humano é eterna. O cuidado do divino para com suas criaturas entrelaça uma relação eterna oferecendo a capacidade inesgotável para todo o sempre. Deus é o gerador da novidade e o ser humano, obediente à inspiração criadora equilibra os avanços históricos em todo tempo. A sintonia entre o homem e a mulher (Gn 2,18-24) é a base que edifica a sustentabilidade e harmonia do bem viver com espiritualidade libertadora.
Inspirados no amor de Jesus que enfrentou a paixão no alto da cruz, nos ensina a sermos persistentes, constantes, ousados na vida para buscar sempre o bem, praticar o bem, sustentar o bem, construir o bem. “Mas aquele que fora colocado por pouco tempo abaixo dos anjos, Jesus, nós o vemos, por sua paixão e morte, coroado de glória e de honra” (Hb 2,9).
Neste mês missionário, vamos rever nossa postura de vida em todos os âmbitos para fortalecer o destino glorioso revelado por Jesus Cristo. Somos responsáveis para equilibrar a sociedade segundo os desígnios de Deus que nos chama para a unidade e pertença ao Criador. A lógica humana consiste em construir harmonia geradora do amor que nunca se esgota e fortalece o vínculo familiar e a solidez na construção do verdadeiro patrimônio que qualifica a vida na sociedade mutante.
A figura do matrimônio que o Evangelho anuncia como indissolúvel, é manifestar concretamente que seguimos os mandamentos da verdade e da justiça, no qual nunca faltará alegria, progresso, novidade, Boa Nova.
A missão do Pai é que toda a humanidade se salve. Nossa disponibilidade é aceitar a revelação de Deus, manter o vínculo com o Cristo que revela o rosto misericordioso do Pai vivendo na paz e na justiça.
Dessa forma, nos preocupamos com as novas gerações. Estamos orientando para que deem continuidade ao patrimônio espiritual, religioso, moral e material como os nossos pais construíram? Caminhamos para qual direção e como planejamos o futuro com solidez moral e ética que garante o desenvolvimento da sociedade em tempos de grandes mudanças?
Coloquemo-nos em silêncio, tentemos ouvir a voz do Espírito Santo que nos conduz a Jesus para agirmos segundo os princípios da caridade e da misericórdia, solidificando pelo amor, a justiça na família e na sociedade.
Que o verdadeiro patrimônio seja continuamente cuidado, sustentado e construído pelas novas gerações sob o impulso da novidade, do diferente, mas agregado na unidade, nos sentimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo no amor incondicional.
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