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ROMARIA DOS MÁRTIRES DA CAMINHA É SEMENTE DE LIBERDADE NO ARAGUAIA

Santuário idealizado por Dom Pedro Casaldáliga promove romaria a cada 5 anos

Por PASCOM . dia em CNBB

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Numa tarde quente de outubro de 1976, o silêncio de Ribeirão Cascalheira-MT foi rompido por um gesto de coragem que mudaria a história da Igreja no Brasil. Dom Pedro Casaldáliga e o Padre João Bosco Penido Burnier foram até uma delegacia local para interceder por duas mulheres, Margarida e Santana, que estavam sendo torturadas. Naquela encruzilhada entre a opressão e a caridade, um tiro levou a vida de João Bosco, mas não conseguiu calar a sua voz. Pelo contrário, aquele sangue derramado no chão do Araguaia tornou-se a semente que fez brotar o Santuário dos Mártires da Caminhada.

O Santuário dos Mártires e a sua mística

O Santuário dos Mártires da Caminhada, localizado em Ribeirão Cascalheira (MT), nasceu de um gesto de resistência e fé. A sua origem está profundamente ligada ao martírio do Padre João Bosco Penido Burnier, ocorrido há 50 anos. O padre foi assassinado ao interceder, juntamente com o bispo Dom Pedro Casaldáliga, por Margarida e Santana, duas mulheres que estavam a ser torturadas numa delegacia local.

A construção do santuário foi realizada em regime de mutirão pela comunidade de São Félix do Araguaia, movida pela convicção de Dom Pedro de que uma Igreja que não guarda a memória dos seus mártires perde o seu sentido de existência. Mais do que um edifício, o Santuário é um espaço de memória latino-americana. É um memorial vivo e nascido da promessa de Dom Pedro de que aquela terra, manchada pela violência, seria consagrada à memória de todos os que deram a vida pelas causas do Reino.

Celebrar a Romaria no Santuário é fazer memória dos 50 anos do martírio deo Pe. João Bosco, mas também de figuras como o Padre Rodolfo Lunkenbein e o indígena Simão Bororo. É um lugar onde a dor se transforma em esperança e onde a "Igreja da Caminhada" se encontra para reafirmar o compromisso com a justiça, com os povos indígenas e com a proteção da nossa Casa Comum.

Padre João Bosco Penido Burnier, o mártir que se converteu aos pobres
Nascido em uma família de profunda tradição religiosa e membro da Companhia de Jesus, o Padre João Bosco Burnier era um homem de formação sólida e pastoral tradicional. No entanto, ao chegar ao Mato Grosso e se deparar com a realidade brutal enfrentada pelos povos indígenas e camponeses, ele viveu uma verdadeira "conversão pastoral".

Ele deixou de ser apenas um mestre da doutrina para se tornar um servidor da vida. João Bosco assumiu a causa dos esquecidos como sua própria missão, entendendo que o Evangelho exige a defesa intransigente da dignidade humana. O seu martírio não foi um acidente, mas o ápice de uma vida que escolheu não silenciar diante da injustiça. Hoje, ele é lembrado como o símbolo do pastor que dá a vida por suas ovelhas, inspirando gerações a não desistirem da luta por um mundo mais fraterno.

Dom Pedro Casaldáliga o bispo do povo e da esperança
Dom Pedro Casaldáliga (1928-2020) foi um bispo catalão que dedicou a sua vida à Prelazia de São Félix do Araguaia. Conhecido como o "bispo do povo", Dom Pedro foi uma voz incansável na defesa dos marginalizados, dos camponeses e dos povos indígenas contra a opressão latifundiária e a ditadura militar. Poeta e profeta, a sua biografia é marcada pela simplicidade evangélica e pelo compromisso com a "Pátria Grande" latino-americana. A sua liderança espiritual transformou a região num farol de esperança e luta por direitos humanos. Escolheu não usar báculo de ouro, mas sim um cajado de madeira e o anel de tucum, viveu a mística do despojamento total, sendo uma voz incansável contra o latifúndio e a ditadura. Para Dom Pedro, o Evangelho só fazia sentido se estivesse ao lado dos "pequenos". Sua vida foi uma biografia escrita com os pés no barro e o coração no Céu, sempre ensinando que "nossas causas valem mais do que nossas vidas".

Convite para a Romaria 2026 Testemunhas da Esperança
Romeiros e romeiras do Paraná, somos chamados a colocar o pé na estrada para beber dessa fonte de espiritualidade. Sob o tema "Testemunhas da Esperança", queremos levar o nosso clamor e a nossa alegria até o Mato Grosso, celebrando a vida que vence a morte. A Romaria tem uma programação de dois dias, 18 e 19 de julho e a viagem é de aproximadamente 3 mil quilômetros (ida e volta), portanto, reverse pelo menos seis dias para essa viagem.

Informações importantes para a nossa viagem

A nossa caravana contará com romeiros de pelo menos três (arqui)dioceses e partirá rumo ao Santuário com o coração cheio de fé. Organize-se com os horários e locais de embarque:

Saída: 16/07/2026 (quinta-feira)

Horários de embarque:

  • 12h – Arapongas
  • 13h – Londrina
  • 15h – Maringá

Alimentação: O almoço e o jantar nos dias 18 e 19/07 serão oferecidos pela organização da Romaria.

Passagens e Reservas

Garanta o seu lugar nesta jornada de mística e profecia, não deixe para a última hora, pois as vagas são limitadas para este momento histórico de celebração dos 50 anos de martírio.

Agência: Gasparotti Turismo - Arapongas

Contatos: Cae Gasparotti (43) 99630-0073 / Raphael: (43) 99666-6253 / Claudio (41) 99948-5777

Pacote: Viagem em ônibus semi-leito da Rizatto e duas diárias com café da manhã no Hotel Santa Luzia.

Valor: R$ 850,00 à vista ou em 5x no PIX ou em 10x no cartão de crédito com adicional da taxa da maquininha.

ROMARIA DOS MÁRTIRES DA CAMINHA É SEMENTE DE LIBERDADE NO ARAGUAIA

Venham participar conosco e renovar a sua esperança no Deus da Vida!

 

 

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